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O olhar crítico de Zé Ramalho chama pra discussão
Assis Ângelo - 25/04/2007

Peleja de Severino Noé com Zé Ramalho na Terra de Avôhai
Afonso Costa - 2005

Encontro de Zé Ramalho com Raul Seixas na Cidade de Thor
Arievaldo Viana - 05/2004

Peleja de Zé Ramalho com Zé Limeira
Arievaldo Viana - 04/2000

Apresentação de Carne de Pescoço
Francisco Rodrigues - 06/1982

Conversando com Zé Ramalho...
Jorge Salomão

Saibam quantos queiram entender Zé Ramalho
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O olhar crítico de Zé Ramalho chama pra discussão

Music News  - 25/04/2007
Assis Ângelo

O conterrâneo e amigo destrambelhado Zé Ramalho é fantástico que nem um tufão. Sua obviedade diante de tudo incomoda, faz suar, enquanto a inteligência tapuia, moita. A entrevista que deu num desses dias ao repórter Luiz Fernando Vianna, da Folha de S.Paulo, deveria ter sido repercutida aos quatro ventos, mas não. Nem pelo próprio jornal. E sabem por quê? Porque em parte não interessa ao establishment e a burrice que paira nos pontos de decisão das mídias do País é excessiva e crescente. O que um jornal publica, outro insiste não publicar. Assim é também no rádio e na tevê. Portanto, quando Zé diz que a indústria fonográfica está com os dias contados, se faz óbvio como ninguém, mas ninguém explica o porquê do que diz; quando tanto, culpam a “pirataria” pura e simplesmente e fica tudo por isso mesmo. Ora! Quando Zé diz que há “muito ódio” na cabeça das pessoas, e que não entende isso, é óbvio também. E...? Mas o assunto não sai da página E3 da FSP... A conclusão que se chega é que a mesmice continua grassando e atrofiando cabeças já em ponto morto, à beira do estorrico. Quando Zé fala de “hostilidade contra a banda Calypso e Paulo Ricardo” também é óbvio. Todos têm o direito de discordar, mas é salutar que se respeite quem pensa contrário, certo? Quando Zé diz que convidou Pitty, Sandra de Sá, Daniela Mercury e Zélia Duncan, além de Calypso, Paulo Ricardo, Chico César, Jorge Mautner e Zeca Baleiro para participar do seu novo disco, Parceria dos Viajantes, diz também que fez o mesmo com alguns “medalhões” da MPB, como Gal Costa, Alcione, Bethânia, sem êxito. Há quatro anos Zé e Fagner, mais o conjunto Época de Ouro, se juntaram para gravar Amigo, canção de Roberto Carlos. Feita a gravação, Roberto vetou. Putz! O direito de Roberto foi preservado, mas o dos fãs, a mim me parece que não. Aliás, o historiador e mestre em Memória Social UNI-Rio Paulo César de Araújo está enfrentando a ira de Roberto nas barras dos tribunais, como se diz, por ter cometido o gravíssimo erro de escrever, e bem, um livro sobre a sua história. Voltemos a Zé. O nosso homem do Brejo do Cruz, PB, que estreou em disco na primeira metade dos anos de 1970, vai mais longe nas suas obviedades à Folha e dá um tiro de canhão no toitiço da indústria fonográfica ao disponibilizar suas gravações aos internautas. Justifica: “Através dos piratas, vejo meu trabalho se espalhar em áreas mais simples, pois as pessoas humildes não podem comprar nas lojas. Se eu ficar sofrendo, não vai adiantar nada...”. Cabeção o cara, não? Mais: “Todas as drogas devem ser liberadas”, porque a partir daí “o Estado passaria a ter preocupação com saúde, não com tiroteio e traficante”. Sábio! E olha que Zé fumou o pão que o diabo cheirou... ?Somente agora, depois de quase sete anos, começa a chegar ao conhecimento do público, via Internet, o teor de um artigo gerado por uma palestra do ex-governador de Brasília Cristovam Buarque numa universidade norte-americana, na qual defendeu a internacionalização do mundo, título do artigo que à época publicou no O Globo e no Correio Braziliense, sem repercussão. Cristovam lembrou que foi questionado por um jovem sobre a internacionalização da Amazônica, sob a ótica de humanista. Se a Amazônia deve ser internacionalizada, ele respondeu, “internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro (...) Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos (...) Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais (...) Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil (...) Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram (...) Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa”. ? Você conhece o Instituto Alana, organização sem fins lucrativos que desenvolve ações de inclusão social nas periferias? Então acesse www.institutoalana.org.br e saiba que nos próximos dias 28 e 29 esse instituto promoverá pela segunda vez a Semana Desligue a TV. Boa! Espalhe a notícia porque a tevê não fará isso. ?E você sabe o que é Laramara? Então tecle www.laramara.org.br e fique sabendo que ser trata de uma organização que se preocupa e cuida da inclusão do deficiente visual nos meios sociais. É importantíssima. Dessa instituição, recebo e retransmito, com prazer, a seguinte informação: “Desde agosto de 2000, o Estúdio e Produtora Laramara cria soluções em áudio e vídeo para o mercado publicitário, editorial, cinematográfico, Internet, TV, rádios, telefonia, indústria fonográfica e ONGs. Pioneiro em projetos inclusivos como bulas, manuais e relatórios em áudio, o Estúdio e Produtora Laramara também atua na criação de programas e projetos para rádios e TVs convencionais e corporativas”. Semana passada gravei lá um piloto para rádio e pude assim constatar o alto nível profissional das pessoas de lá. ?Acabo de receber a triste notícia do falecimento da cantora Carmen Costa, a primeira a gravar músicas de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Começou gravando Chamego, um samba, no dia 15 de fevereiro de 1944, lançado ao mercado no mês de abril. Pela extinta Victor. A última vez que a encontrei foi num show de Luiz Vieira, aqui em Sampa. Saudade. ?Logo mais ao meio-dia estarei, como toda quarta, até aqui, debatendo temas brasileiros na Rádio Record AM 1.000, ao lado dos craques Sérgio Cursino e Fábio Sormani, mais Zulaiê Cobra Ribeiro; e à noite, a partir das 21 horas, na allTV (www.alltv.com.br), apresentando o nosso Tão Brasil. Meus convidados: Archimedes Messina, Behring Leiros, Flora Purin e Ferreira Gullar. Fui! 

Comentários com o jornalista pelo e-mail assisangelo@uol.com.br.